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Sustenta uma antiga tradição que os
mistérios da destilação surgiram com os Celtas que fundaram o
Reino de Dalriada, no litoral ocidental da Escócia, conhecidos
na história como os Scots, ou escoceses.
Em um documento datado de 1494, o rei
James IV ordenava ao frade John Cor que fizesse a 'acqua vitae'.
O frade pertencia a Ordem dos Beneditions na Abadia de Lindores.
A falada acqua vitae também era conhecida como 'uisge beatha',
em Celta.
A fórmula do whisky é extremamente
simples. Em sua composição leva apenas água e cevada e é
produzido pelo processo da destilação.
Mas como explicar o seu custo tão elevado?
É que ao longo do tempo o processo de fabricação do whisky
sofreu mudanças, recebeu muitos impostos, houve muito
investimento em pesquisa para melhorar sua qualidade. Chegou
mesmo a ser utilizado como remédio e foi contrabandeado na época
da Lei Seca, nos Estados Unidos.
A qualidade da água é de total importância
na produção do whisky. Ao nascer, ela se eleva através da trufa
e corre por verdadeiras estradas de granito até ser canalizada
para as destilarias. Deve ter baixo pH, conter equilíbrio de
cálcio, magnésio e zinco e estar livre de impurezas minerais e
orgânicas.
Embora os elementos que compõem o whisky
sejam bem simples o processo de elaboração é bastante complexo e
cheio de detalhes que vão resultar na melhor ou pior qualidade
da bebida. Embora as destilarias usem os mesmos componentes e
métodos de elaboração, cada whisky tem sua personalidade ou seu
spirit.
Quando está pronto, o produto é maturado
em tonéis de carvalho e se torna mais saboroso e cheiroso. Por
lei, o whisky deve maturar pelo menos três anos. Os single malts
permanecem maturando por oito, doze ou quinze anos. Uma vez
engarrafado o whisky para de envelhecer. Portanto, não adianta
guardar por anos a fio aquela garrafa que ganhou de presente.
Existem várias classificações para o
whisky: quanto ao país de origem, quanto ao processo empregado e
quanto ao tempo de envelhecimento.
Quanto à origem ele pode ser Scotch
Whisky, o escocês; Irish Whisky, o irlandês, Canadian Whisky, o
canadense; American Whisky, o americano.
Alguns lugares são famosos pelo whisky que
servem e pelo clima do local. O Rockwell, bar do Hotel
Trafalgar, em Londres é especializado em Bourbon. É um bar bem
estilo inglês, não é barato, mas tem muito estilo assim como
seus freqüentadores.
Outro lugar é o Boisdale, um reduto cubano
na Escócia, que tem a maior coleção de charutos cubanos e whisky
de malte. O bar promove concertos ao vivo de jazz.
Saindo do velho continente, em Nova York
há o Hole in One. Um bar caro onde mesmo as garrafas mais caras
são consumidas. É um local sossegado e escondido freqüentado por
empresários japoneses, apreciadores de whisky, donos de
destilarias e por que tem uma gorda conta bancária.
Outro local em Nova York é o North Star
Pup, com um conceito diferente de bar, uma música psicodélica,
tem uma mistura bem nova-iorquina. Os turistas freqüentam esse
bar, assim como os locais.
Para os amantes da Califórnia, em São
Francisco está o Cypress Club, com ar de clube mesmo,
freqüentado por milionários, bomb shells (louras bombásticas) e
celebridades. |